Palhinha, fórmica, jacarandá: um glossário afetivo dos materiais



Mais do que matéria-prima, os materiais dos móveis contam histórias. Têm textura, cheiro, som… e memória.”


Quem ama restaurar, reaproveitar ou simplesmente admirar móveis antigos e afetivos logo aprende a reconhecer certos materiais.

Alguns são clássicos da memória: a palhinha da cadeira da avó, o brilho da fórmica colorida da cozinha dos anos 60, o peso e perfume da madeira de jacarandá.

Esse glossário afetivo traz não só definições técnicas, mas também os sentidos emocionais que cada material pode despertar.


PALHINHA

O que é: Trançado feito com fibras naturais extraídas do louro, muito usado em encostos e assentos de cadeiras, poltronas e biombos.

Apelo afetivo: Evoca o artesanato brasileiro, o aconchego da casa dos avós, as cadeiras de sala de jantar dos anos 50 e 60. Traz leveza e textura natural.

Cuidados:

  • Evitar umidade excessiva.
  • Limpeza com pano levemente úmido.
  • Pode ser restaurada ou substituída artesanalmente.

FÓRMICA

O que é: Lâmina sintética de alta pressão, usada para revestir superfícies. Famosa por suas cores vibrantes e durabilidade.

Popular nos móveis das décadas de 1950 a 1970.

Apelo afetivo: Remete às cozinhas coloridas da infância, às mesas de fórmica vermelha ou verde, aos armários alegres da casa de vó.

Simboliza a entrada do design moderno nas casas brasileiras.

Cuidados:

  • Fácil de limpar com pano úmido e sabão neutro.
  • Pode lascar com impactos fortes.
  • Restaurável com tinta epóxi ou adesivos próprios.

 JACARANDÁ

O que é: Madeira nobre brasileira, de coloração escura e veios marcantes. Muito usada até os anos 1980 em móveis de alta qualidade e design assinado.

Hoje, sua extração é controlada por lei.

Apelo afetivo: Peso, sobriedade, elegância e o cheiro marcante da madeira verdadeira.
Peças de jacarandá costumam atravessar gerações e são ícones do mobiliário modernista brasileiro.

Cuidados:

  • Evitar luz solar direta.
  • Hidratar com óleo de peroba ou cera natural.
  • Restaurar com técnicas específicas para madeiras nobres.

OUTROS MATERIAIS AFETIVOS QUE VALEM CONHECER:

Latão

  • Comum em puxadores, dobradiças e detalhes metálicos.
  • Traz brilho, nobreza e charme nostálgico.
  • Pode ser polido ou mantido com pátina do tempo.

Tecido gobelin ou jacquard

  • Estampas florais ou clássicas, comuns em sofás e cadeiras antigas.
  • Trazem conforto visual e uma sensação de casa vivida.

Madeiras como peroba, imbuia e canela

  • Fortes, duráveis, com veios marcantes.
  • Cada uma tem cheiro e tom únicos — um convite à memória sensorial.

MATERIAIS COM MEMÓRIA

No Relicário Verde, cada peça é olhada com atenção não só pelo que é, mas pelo que contém:

Histórias de vida, tempo e afeto.

Conhecer os materiais é parte do processo de amar o móvel — e cuidar bem dele para que continue contando histórias.


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